quarta-feira, 17 junho , 2026

No País: ‘Quero saber quem botou fogo, dói muito’, diz pai de bebê incinerado por engano

O vendedor Rogério Cardoso de Almeida, 32 anos, contou que ele e sua mulher Juliana Fernandes, 29, ainda sofrem com o sumiço do filho recém-nascido de dentro de uma maternidade. O bebê morreu cerca de 12 horas após o nascimento e o corpo desapareceu. 

A Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia afirmou que a criança foi incinerada por engano junto com lixo hospitalar. “Você não saber onde está o corpo do seu filho, você não tem a onde ir para matar a saudade dele. Se tivesse o túmulozinho dele lá, eu poderia ir visitar quando desse saudade. Mas nem isso, nem corpo tem mais. A dor é grande”, disse Rogério à “TV Anhanguera”.

Rogério também está inconformado com a falta de entendimento entre a Maternidade Marlene Teixeira e a empresa responsável pela coleta de lixo hospitalar. A Secretaria de Saúde afirma que “chegou-se ao indicativo de que a empresa responsável pelo recolhimento dos resíduos biológicos cometeu um equívoco e levou o corpo do recém-nascido para incineração”.

Já a empresa de coleta garante que “não viola o resíduo hospitalar recolhido de seus clientes, que é armazenado em depósito específico de responsabilidade de cada hospital”. Ainda segundo a nota da empresa, “que nada de anormal foi identificado em suas operações no dia do ocorrido”.

A Secretaria de Saúde afirmou em nota, divulgada neste domingo (27), que “o corpo do recém-nascido estava devidamente identificado acondicionado em refrigeração e em um compartimento específico, aguardando o recolhimento pela empresa funerária”.

O pai do bebê quer Justiça. “Quero saber quem botou fogo no meu neném. A única que eu mais quero disso é Justiça. Não vai trazer ele de volta, mas saber que quem fez vai está pagando. Que essa pessoa que fez isso deve ter filho também e deveria se pôr no nosso lugar”, disse.

A mãe da criança está inconformada. Juliana chegou a ser levada para o hospital para ser medicada e receber soro. “Ela não consegue acreditar no que aconteceu. Desde então só chora, e não come. Tive que levá-la para tomar soro no hospital”, contou Rogério.

Entenda o caso

O bebê Rogério Junior nasceu aos 7 meses e, segundo o pai, Rogério, a maternidade não tinha estrutura para cuidar de um prematuro. O neném nasceu às 14h55 da última quinta-feira e ficou vivo por cerca de 12 horas. Na certidão de óbito, consta que a criança morreu por problemas respiratórios.

“Ele ficou 5 horas esperando que arrumassem um incubadora e depois ficou mais um tempão esperando para ser transferido par um local com mais estrutura”, disse o pai, que acompanhou tudo.

“Eu ficava na porta olhando ele. Quando foram fazer a transferência dele, não resistiu. Estava com ele na ambulância e vi ele morrendo”, contou Rogério, que afirmou que após a morte do bebê a médica ainda levou o corpo até a mãe. “Ela pegou no colo. O bebê estava com a aparência toda formadinha”, disse.

Foi então que Rogério buscou tratar dos trâmites com cartório, funerária e cemitério para enterrar o filho. Ao chegar na maternidade para buscar o corpo, ele não havia sido encontrado.

Continue lendo

Edla Zim lança nesta quarta-feira seu nono livro infantojuvenil em Tubarão

FOTOS Notisul Tempo de leitura: 3 minutos A escritora, educadora e colunista do Notisul Edla Zim lança nesta quarta-feira (17), às 19h, no Museu Ferroviário de...

TJSC destina R$ 24,8 milhões à Defesa Civil para reforçar prevenção a eventos climáticos em SC

Imagens:Maurício Vieira/TJSC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 3 minutos O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) destinará R$ 24,8 milhões ao Governo do Estado para...

Pelo Estado – Governo de SC aciona Justiça Federal para derrubar cotas da pesca artesanal da tainha 

 O Governo de Santa Catarina ajuizou, esta semana, uma Ação Civil Pública (ACP) contra a União com o objetivo de suspender as cotas de captura da tainha para a pesca artesanal no Estado. O pedido busca anular os dispositivos da Portaria Interministerial que estabelece limites exclusivos para a modalidade de arrasto de praia, método tradicional no litoral catarinense. A medida impõe um “mecanismo interventivo discriminatório que viola o pacto federativo”, uma vez que a restrição é aplicada apenas a Santa Catarina. Não existem limitações semelhantes para a mesma modalidade de pesca nas demais unidades federativas das regiões Sul e Sudeste do país. Para o procurador-geral do...

Laguna sanciona lei que garante expressão sonora das religiões de matrizes africanas

FOTO PML Divulgação Notisul Tempo de leitura: 3 minutos A Prefeitura de Laguna sancionou uma nova legislação que assegura a livre expressão sonora e musical nas...

Coleta de lixo tem novo cronograma nos bairros Fábio Silva e Cruzeiro, em Tubarão

FOTO Divulgação, Notisul Tempo de leitura: 2 minutos Os moradores dos bairros Fábio Silva e Cruzeiro, em Tubarão, devem ficar atentos às mudanças no cronograma da...

Limpeza e revitalização do Rio da Madre começam após anos de espera em Tubarão

IMAGEM Divulgação, Notisul Tempo de leitura: 4 minutos Os trabalhos de limpeza e revitalização do Rio da Madre começaram nesta terça-feira (16) em Tubarão. A intervenção,...

Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina da dengue Butantan-DV

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu nesta terça-feira (16) um grupo de trabalho para aprofundar a avaliação da segurança da vacina da...

MP pede suspensão de obra de alargamento da praia de Itapema

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ingressou com uma ação civil pública pedindo a suspensão da obra de alargamento da praia de Itapema,...